Rondônia

VÍDEO: Servidora do TJ-RO denuncia tratamento abusivo por médico durante perícia oficial

Oficial de Justiça relata humilhações e aponta viés de gênero em atendimentos; outros servidores corroboram denúncias de má conduta na junta médica.


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Foto: Instagram/galdianasilva

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PORTO VELHO, RO - A Oficial de Justiça Galdiana Silva utilizou suas redes sociais para denunciar o que descreve como um histórico de abusos e perseguição praticados por um médico da junta oficial do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO). No relato, referente a uma perícia realizada na última sexta-feira (27) para prorrogação de readaptação de função, a servidora afirmou ter sido alvo de gritos e tratamento desrespeitoso.

Galdiana relata que enfrenta problema ortopédico crônico por causa do trabalho, e contesta a conduta do profissional ao apontar para viés de gênero em atendimentos. "Acredito que esse comportamento não ocorreria se eu fosse homem", desabafou a servidora, descrevendo momentos de tensão, e medo de ser agredida. "Me senti coagida", explica.

O atendimento na junta médica era para avaliar a continuidade de Galdiana no exercício de suas funções atuais. Anos antes, a oficial de justiça já havia requerido uma readaptação de função, medida que funciona como uma alternativa para manter o servidor público na ativa quando sua saúde não permite mais o exercício de sua função original - um direito previsto na Lei Complementar nº 68/1992, que institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civil do Estado de Rondônia. Mas em vez de acesso a um direito constituído, ela recebeu um tratamento que descreve como misógino. Confira:

Relatos de outros servidores corroboram denúncia

Após a publicação do vídeo, outros servidores e familiares de funcionários do TJ-RO manifestaram apoio e relataram experiências semelhantes com o mesmo profissional.

• Diferença de tratamento: Uma servidora relatou que o médico gritou ao saber que ela teria um acompanhante. "Quando meu marido entrou, o médico passou a se dirigir somente a ele e não olhou para mim. Meu marido, homem, recebeu respeito; eu, mulher, não", afirmou, acrescentando que as decisões para servidoras costumam ser mais rígidas, diminuindo diagnósticos e ignorando contextos como a maternidade atípica.

• Impacto na saúde mental: O esposo de outra funcionária pública relatou que a esposa, diagnosticada com câncer e depressão, entrava em crises de ansiedade antes das perícias por medo de humilhações. Ele chegou a tentar filmar um dos atendimentos, o que resultou em acionamento policial.

Críticas à fiscalização institucional

Galdiana Silva afirmou no vídeo que já existem outros casos denunciados ao Tribunal de Justiça, mas sustenta que as investigações não foram conduzidas "a contento" pela instituição. Ela defende que o médico em questão não possui mais condições de realizar atendimentos no âmbito do TJ-RO.


Portal SGC

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