Rondônia

TJ-RO determina a instauração de sindicância após denúncia de abuso em perícia oficial

Galdiana Silva relata perseguição e agressões verbais em perícia em vídeo publicado no fim de semana


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Reprodução

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PORTO VELHO, RO - O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) instaurou uma sindicância interna para apurar a conduta de um médico da junta oficial da instituição. A decisão ocorre após a Oficial de Justiça Galdiana Silva denunciar, por meio de vídeos em suas redes sociais, ter sido vítima de tratamento abusivo e perseguição durante um exame pericial para prorrogação de licença médica.

Em nota oficial, o Tribunal afirmou que o procedimento seguirá o Código de Ética da instituição, assegurando o devido processo legal. A abertura da investigação ganhou força após outros servidores e familiares relatarem episódios semelhantes de humilhação e suposto viés de gênero nos atendimentos realizados pelo mesmo profissional.

Ameaças e riscos no exercício da função

Além das denúncias contra a junta médica, Galdiana Silva expôs a realidade de insegurança enfrentada pelos Oficiais de Justiça, especialmente as mulheres. Segundo a servidora, o cumprimento de ordens judiciais é marcado por hostilidade e perigo real.

"Quando você é mulher, às vezes a pessoa não quer receber, é grossa, é ríspida", desabafou. Galdiana relatou episódios graves, como quando foi ameaçada de morte no conjunto Orgulho do Madeira ao tentar intimar um homem por pensão alimentícia. "Ele disse: 'Eu não vou pagar, sai daqui senão eu vou te matar!'. A gente raramente dá uma notícia boa; vamos para tolher o direito de alguém e não somos bem recebidos", explicou.

Relatos de gênero e "maternidade atípica"

A denúncia de Galdiana ecoou entre outras servidoras do TJ-RO. Um dos depoimentos descreve que o médico da junta ignorava a presença da paciente, dirigindo-se exclusivamente ao acompanhante homem. Outras críticas apontam que o sistema pericial tende a ser mais rigoroso com mulheres, diminuindo diagnósticos e desconsiderando as dificuldades de servidoras que enfrentam a "maternidade atípica" (mães de crianças com deficiência ou neurodivergentes).

Próximos Passos

A sindicância deverá avaliar se houve infração administrativa ou ética por parte do profissional de saúde. Galdiana Silva sustenta que o médico não possui mais condições de atender no Tribunal e cobra uma investigação rigorosa, alegando que denúncias anteriores não teriam sido apuradas de forma satisfatória pela instituição.

O espaço permanece aberto para que o médico citado e o Tribunal de Justiça apresentem novos esclarecimentos sobre o andamento das investigações.

Portal SGC

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