Rondônia

VÍDEO: Paciente aguarda transferência há 40 dias e família denúncia agravamento de infecção

Esposa relata falta de insumos básicos, demora na transferência para unidade com UTI e risco de complicações graves após cirurgia ortopédica


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A esposa de um paciente internado na rede pública de saúde em Porto Velho procurou a redação do Portal SGC, nesta terça-feira (14), para denunciar a demora no atendimento e as condições enfrentadas durante o período de internação. Segundo Helda Cristina, o marido, Zosimo Guaraiebe, está há 40 dias aguardando transferência para uma unidade hospitalar com suporte adequado para realização de cirurgias.

De acordo com o relato, Zosimo sofreu um acidente e teve fraturas graves, com quebra do fêmur e da tíbia. Ele foi inicialmente atendido no Hospital João Paulo II e, posteriormente, transferido para o Hospital Regina Pacis, onde foi submetido a um procedimento para colocação de um fixador (ferro) na perna.

No entanto, segundo Helda, o prazo recomendado para permanência do material já foi ultrapassado. Ela afirma que o local apresenta sinais de infecção, com presença de pus, o que pode comprometer ainda mais o quadro clínico do paciente. A preocupação da família é que o agravamento da infecção possa exigir novos procedimentos, atrasando ainda mais as cirurgias necessárias.

A esposa também relata dificuldades estruturais no hospital, como a falta de itens básicos de higiene. "Não tem lençol. A gente precisa levar todos os dias de casa. Quem não tem acompanhante fica com o mesmo por vários dias", afirmou. Apesar de destacar o bom atendimento da equipe técnica e de enfermagem, ela ressalta que a falta de materiais compromete a recuperação dos pacientes e aumenta o risco de infecções hospitalares.

Outro ponto crítico, segundo a família, é a demora na transferência para o Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, unidade que possui UTI e estrutura necessária para a realização das cirurgias ortopédicas. Helda afirma que o marido já está classificado como prioridade há cerca de duas semanas, mas até o momento não houve avanço no processo.

Além disso, ela relata falhas na comunicação interna sobre procedimentos médicos. Um pedido para retirada do fixador infectado teria sido informado como solicitado por um médico, mas posteriormente outro profissional afirmou que a solicitação não constava no sistema.

Diante da situação, a família faz um apelo às autoridades para que haja agilidade no processo de transferência e na realização das cirurgias. "A gente espera que a fila ande, que os pacientes sejam vistos com mais atenção. Quem não tem alguém para lutar por eles acaba ficando esquecido", disse.

Entramos em contato com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) para obter um posicionamento sobre o caso, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno.

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Taylor Cardoso - Portal SGC


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