Rondônia

DIESEL: Rondônia rejeita proposta do governo federal para reduzir preço do combustível

Estado alega falta de garantia de desconto nas bombas e preocupação com impacto financeiro nas contas públicas


Imagem de Capa

Instagram Facebook Youtube Twitter

ACESSE NOSSAS REDES SOCIAIS
PUBLICIDADE

Rondônia decidiu não aderir à proposta do governo federal criada para tentar conter a alta no preço do diesel em todo o país. A medida prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro do combustível importado até o fim de maio, com os custos divididos entre a União e os estados.

Segundo o governo estadual, a principal preocupação é a ausência de garantia de que o desconto realmente chegaria ao consumidor final nos postos de combustíveis.

Com a decisão, Rondônia se tornou, até o momento, o único estado da Região Norte a rejeitar oficialmente a adesão ao programa federal.

Governo aponta risco financeiro e dúvidas sobre eficácia

De acordo com a Secretaria de Estado de Finanças de Rondônia (Sefin), além das incertezas sobre o impacto real da medida no bolso da população, o estado enfrenta limitações orçamentárias que dificultam a participação no programa neste momento.

O plano do governo federal prevê que União e estados dividam os custos do subsídio temporário. A estimativa nacional é de que a iniciativa provoque impacto de aproximadamente R$ 1,5 bilhão nas receitas estaduais em apenas dois meses.

A compensação financeira aos estados seria feita por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Maioria dos estados aderiu à proposta

Até o momento, 21 estados já aderiram à iniciativa federal. Na Região Norte, apenas Pará e Amapá ainda não haviam anunciado posicionamento oficial sobre a proposta.

Mesmo sem consenso entre todos os governos estaduais, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida deverá ser implementada.

Comitê de secretários também questiona proposta

A Sefin informou ainda que a posição adotada por Rondônia acompanha orientações do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), entidade que reúne representantes da área fiscal de todos os estados brasileiros.

Em nota técnica, o comitê apontou dúvidas sobre a efetividade da proposta e alertou para possíveis impactos negativos nas finanças estaduais, principalmente diante da falta de garantias de que o subsídio seja integralmente revertido em redução do preço nas bombas.

A proposta federal também não prevê redução do ICMS sobre o diesel e integra um conjunto de medidas anunciadas pelo governo para tentar amenizar os impactos da alta dos combustíveis no país.

Portal SGC

Mais lidas de Rondônia veja mais
Últimas notícias de Rondônia veja mais