A Prefeitura de Porto Velho intensificou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti e já apresenta resultados positivos em 2026. Dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) apontam redução nos casos confirmados de dengue, baixo índice de infestação predial e ausência de óbitos pela doença neste ano.
As medidas incluem visitas domiciliares, monitoramento de áreas estratégicas, campanhas educativas e orientação contínua à população para eliminação de criadouros do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Segundo a Divisão de Entomologia da Semusa, o primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado em março deste ano, apontou índice de infestação predial de 1,9%, percentual considerado de baixo risco pelo Ministério da Saúde.
De acordo com o gerente da Divisão de Entomologia, Ricardo Alves Melo, o resultado é reflexo do trabalho permanente realizado pelos agentes de combate às endemias em diversos bairros da capital.
"Esse resultado é fruto do trabalho contínuo realizado pelos agentes, que visitam as residências, orientam os moradores e atuam diretamente na eliminação dos criadouros do mosquito", destacou.
Dados da Vigilância Epidemiológica mostram que Porto Velho registrou, até o momento, 268 notificações relacionadas à dengue em 2026, com apenas 30 casos confirmados e nenhum óbito pela doença.
Os principais focos encontrados pelas equipes de saúde continuam sendo recipientes com água parada, como pneus, lixo plástico, tonéis e objetos domésticos acumulados nos quintais.
A Prefeitura reforça que a participação da população é essencial para manter os índices sob controle, principalmente após o período do inverno amazônico, quando aumenta o risco de acúmulo de água parada.
A orientação da Semusa é que moradores mantenham quintais limpos, realizem inspeções frequentes nas residências e façam a limpeza semanal de caixas d’água, tambores e bebedouros de animais.
Em caso de sintomas como febre, dores no corpo e dor de cabeça, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde e evitar a automedicação, já que os sintomas podem estar relacionados também a outras arboviroses e doenças endêmicas da região, como chikungunya, zika e malária.
Além das ações de campo, agentes comunitários e equipes de combate às endemias realizam palestras e atividades educativas em escolas e comunidades para conscientizar a população sobre a importância da prevenção.
O prefeito Léo Moraes destacou que o município segue investindo em ações preventivas e monitoramento contínuo para evitar o avanço da doença.
Os números da Vigilância Epidemiológica mostram queda significativa nos registros da doença nos últimos anos. Entre janeiro e abril de 2024, Porto Velho contabilizou 426 casos de dengue. No mesmo período de 2025, foram 114 casos. Já em 2026, o número caiu para apenas 27 registros no mesmo intervalo analisado.