Rondônia

PESQUISA SUSPENSA: TRE-RO barra divulgação de levantamento após suspeitas e questionamentos políticos

Decisão da Justiça Eleitoral reacende debate sobre credibilidade das pesquisas em Rondônia e levanta dúvidas sobre metodologia utilizada pelo Institut


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O cenário político de Rondônia ganhou novos desdobramentos após o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) suspender, em decisão liminar, a divulgação da pesquisa eleitoral registrada sob o número RO-02673/2026, realizada pelo Instituto Veritá.

O levantamento, que apresentava números para a disputa ao Governo do Estado e ao Senado Federal, provocou forte repercussão entre analistas políticos, lideranças partidárias e observadores do cenário eleitoral, principalmente por conta de resultados considerados atípicos e de rápida mudança no comportamento do eleitorado.

Entre os pontos que mais chamaram atenção está o crescimento do ex-prefeito Hildon Chaves, que apareceu com 21,7% das intenções de voto ao Governo de Rondônia, praticamente empatado tecnicamente com Adailton Fúria, que registrou 22,2%. O avanço repentino gerou questionamentos por ocorrer pouco tempo após o início da pré-campanha de Hildon.

A pesquisa também apontava o senador Marcos Rogério na liderança isolada da corrida eleitoral, com 42,5% das intenções de voto, ampliando ainda mais o debate sobre a confiabilidade dos dados apresentados.

Diante da repercussão, partidos adversários acionaram a Justiça Eleitoral alegando possíveis inconsistências metodológicas na coleta e no tratamento das informações. Os questionamentos envolveram critérios técnicos da amostragem, distribuição dos entrevistados e transparência na elaboração do levantamento.

Com base nesses argumentos, o TRE-RO determinou a suspensão da divulgação da pesquisa até que os pontos contestados sejam esclarecidos e submetidos à devida auditoria técnica.

A decisão reforça o clima de tensão que já marca os bastidores da corrida eleitoral em Rondônia e reacende o debate sobre a responsabilidade dos institutos de pesquisa durante o período pré-eleitoral.

Especialistas destacam que a fiscalização sobre levantamentos eleitorais deve se intensificar nos próximos meses, principalmente diante da polarização política e da influência que pesquisas podem exercer sobre o eleitorado e estratégias de campanha.


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