Ele é lembrado como o primeiro organizador do Rondônia Rural Show - e hoje, em entrevista à reportagem, Maritaca solta frases que resumem uma época em que a feira era um parto, mas também um sonho. "Trabalhava no tempo que tinha onça", brinca o veterano, numa referência direta às dificuldades do início.
A conversa resgata a pré-história do maior evento agropecuário do estado, que completa anos consagrado em Ji-Paraná (RO).
"Começamos com 120 empresas"
Segundo Maritaca, a primeira edição do Rondônia Rural Show foi modesta perto do que se tornou. "Começamos com 120 empresas", conta. Naquela época, a organização não tinha estrutura fixa: "a pessoa escolhia o lugar", lembra ele, indicando que os expositores montavam seus estandes praticamente em campo aberto.
Inspiração em Cascavel (PR) e o papel de políticos
O formato da feira, de acordo com Maritaca, foi inspirado em um evento de sucesso no Paraná: a feira rural de Cascavel. Dois nomes da política rondoniense teriam abraçado a ideia. "Se não são eles, não tinha feira aqui em Ji-Paraná", afirma o entrevistado, referindo-se a Confúcio Moura e Acir Gurgacz - ambos ex-senadores e figuras centrais no apoio ao evento nascente.
O que mudou e o legado
Hoje, a feira atrai centenas de máquinas, milhares de visitantes e movimenta bilhões de reais em negócios. Mas Maritaca faz questão de lembrar das origens rústicas. "No tempo que tinha onça" é uma metáfora para os dias em que o evento acontecia quase que literalmente no meio da mata, e para o pioneirismo de Maritaca.
Portal SGC