Um grave acidente envolvendo linha com cerol voltou a chamar atenção para os perigos do uso ilegal de materiais cortantes em pipas. O caso aconteceu em Santa Inês, no Maranhão, onde um adolescente sofreu um corte no pescoço provocado pela linha enquanto trafegava pela cidade.
O episódio reacendeu o alerta sobre os riscos causados pelo cerol e pela chamada linha chilena, materiais proibidos em diversos estados brasileiros devido ao alto potencial de causar acidentes graves e até mortes.
As ocorrências envolvendo esse tipo de linha atingem principalmente motociclistas, ciclistas e pedestres. Em muitos casos, as vítimas sofrem cortes profundos na região do pescoço, local extremamente sensível por concentrar artérias vitais, como a carótida. Dependendo da gravidade do ferimento, a vítima pode morrer em poucos minutos por hemorragia.
Além dos ferimentos no pescoço, também são registrados casos de amputações de dedos, cortes graves nos braços e mãos e acidentes envolvendo motociclistas que tentam se desvencilhar das linhas durante o trajeto.
Os impactos não se restringem apenas às pessoas. Animais, especialmente pássaros, também são vítimas frequentes. Muitos acabam feridos ou mortos após entrarem em contato com as linhas cortantes durante o voo.
Medidas de proteção podem evitar tragédias
Especialistas orientam que motociclistas utilizem antenas corta-pipa instaladas no guidão da moto. O equipamento ajuda a interceptar a linha antes que ela atinja o condutor.
Outra recomendação importante é o uso de protetores de pescoço reforçados, fabricados com material resistente e proteção interna. Reduzir a velocidade em locais onde há pessoas soltando pipas também é uma medida preventiva essencial.
Uso de cerol é proibido e pode gerar punições
O uso, fabricação e comercialização de cerol e linha chilena são considerados ilegais em diversas partes do país. Dependendo da gravidade do acidente causado, o responsável pode responder criminalmente por colocar vidas em risco e até por homicídio culposo ou doloso.
Quando o envolvido é menor de idade, os pais ou responsáveis podem responder judicialmente pelos danos provocados.
As autoridades reforçam a importância da conscientização para evitar novos acidentes e preservar vidas.
Portal SGC