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El Niño pode prolongar período de seca em Porto Velho e aumentar risco de queimadas, alerta Prefeitura

Monitoramento climático aponta possibilidade de estiagem mais severa até o início de 2027


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Porto Velho pode enfrentar um período de seca mais prolongado nos próximos meses devido à influência do fenômeno climático El Niño. O alerta foi divulgado pela Prefeitura da Capital, que acompanha os estudos realizados por instituições meteorológicas e ambientais e já intensifica ações preventivas para minimizar os impactos da estiagem.

O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, alterando os padrões climáticos em diversas partes do mundo. Na Amazônia, os efeitos costumam provocar redução das chuvas, aumento das temperaturas, baixa umidade do ar e maior incidência de queimadas.

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, destacou que o planejamento antecipado é essencial para enfrentar os desafios provocados pela estiagem.

"Estamos trabalhando de forma preventiva, acompanhando os estudos e fortalecendo as ações que ajudam a proteger a população. A estiagem afeta diretamente a saúde, o meio ambiente, a mobilidade das comunidades ribeirinhas e a qualidade de vida das pessoas. Por isso, nossa orientação é unir esforços entre o poder público e a população para enfrentar esse período com responsabilidade e preparação", afirmou.

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Arthur Borin, as projeções indicam que os efeitos do El Niño podem se estender até os primeiros meses de 2027.

"Esse fenômeno já foi registrado em outros períodos, como em 1982, 1983, 1997, 1998 e também entre 2015 e 2016. Neste ano existe uma previsão de que os efeitos possam se prolongar por mais tempo, chegando até o início de 2027", explicou.

A Defesa Civil Municipal reforça que o El Niño é um fenômeno natural e que seus impactos variam conforme a região. Enquanto algumas áreas registram excesso de chuvas, a Amazônia costuma sofrer com períodos mais prolongados de estiagem.

Segundo o superintendente municipal de Proteção e Defesa Civil, Marcos Berti, o monitoramento constante permite que o município se prepare com antecedência para possíveis cenários mais críticos.

"Hoje temos monitoramento científico e tecnológico que permite acompanhar essas mudanças e prever cenários com antecedência, o que nos ajuda a planejar ações preventivas para proteger a população", destacou.

Entre os principais impactos esperados estão a redução do nível do rio Madeira, dificuldades na navegação, aumento da fumaça proveniente de queimadas e prejuízos à saúde pública, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.

Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) vem intensificando ações de conscientização ambiental, fiscalização de terrenos urbanos e campanhas de prevenção às queimadas.

A Prefeitura também mantém acompanhamento permanente dos indicadores climáticos e das áreas consideradas mais vulneráveis, buscando garantir respostas rápidas caso os efeitos do fenômeno se intensifiquem nos próximos meses.

A orientação dos órgãos municipais é que a população evite queimadas, faça uso racional da água e fique atenta aos comunicados oficiais durante o período de estiagem.




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