O Governo de Rondônia suspendeu um formulário admissional utilizado no processo de posse de candidatos aprovados no concurso da Educação após forte repercussão negativa nas redes sociais e entre entidades representativas.
A decisão foi tomada após críticas relacionadas ao conteúdo do documento, que continha perguntas consideradas de caráter íntimo e invasivo, envolvendo aspectos da vida pessoal dos candidatos.
Entre os pontos que geraram maior polêmica estavam questionamentos sobre vida sexual, histórico ginecológico, ciclo menstrual, gravidez, partos, abortos e até informações sobre tatuagens. As exigências estavam vinculadas à etapa de avaliação para ingresso no serviço público.
Com a repercussão, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou, em nota, que adotou medidas imediatas para retirar o formulário de circulação e revisar os critérios utilizados no processo admissional.
Segundo a pasta, o objetivo é reavaliar o instrumento para garantir adequação às normas legais e às garantias de privacidade dos candidatos, evitando novas controvérsias.
O caso ganhou grande visibilidade após ser compartilhado nas redes sociais, onde candidatos, internautas e entidades criticaram as perguntas, classificando-as como constrangedoras e desnecessárias para o processo de admissão no serviço público.
Diante da pressão pública, o governo recuou e determinou a suspensão do questionário, que deverá passar por ajustes antes de eventual retomada do procedimento.
Portal SGC