A Organização Mundial de Saúde (OMS) atualizou, nesta quarta (20/5), a situação do surto de ebola que atinge a República Democrática do Congo e Uganda. Até o momento, são 528 casos suspeitos e 132 mortes causadas pela variante Bundibugyo virus.
Segundo a organização, 668 pessoas que tiveram contato com pacientes infectados foram identificadas, mas a insegurança do local e as restrições de movimento dificultam o trabalho das equipes de saúde. A OMS afirma que o surto pode durar meses, mas que, apesar do risco ser alto para a região, ainda é baixo globalmente.
"Sabemos que a dimensão da epidemia é muito maior. Esperamos que esses números continuem aumentando", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Surto de ebola
O surto acontece em uma área entre a República do Congo e Uganda, onde as populações são interligadas e viajam bastante.
A região é considerada complexa, pois o sistema de saúde é frágil e a adoção de medidas para evitar a transmissão do vírus é complicada.
O surto é causado pela cepa Bundibugyo ebolavirus, considerada rara. Não há tratamento nem vacina disponíveis para lidar com os pacientes.
O ebola é uma doença muito letal, com 30% a 40% de risco de óbito, e é transmitida pelo contato com secreções de pessoas infectadas.
A entidade acredita que o número real de casos e mortes é muito maior do que os divulgados até o momento. Muitas pessoas contaminadas não chegam ao sistema de saúde, e há inclusive registros de morte dentro de casa que não são contabilizados na estatística oficial.
Metrópoles