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Dark Horse: ator que vive Bolsonaro é pressionado a deixar elenco

Brasileiros, fãs de Jim Caviezel, invandiram perfil do ator para expor ligação do filme com Daniel Vorcaro e pedir que artista deixe elenco


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Internautas brasileiros lotaram as publicações de Jim Caviezel, ator que interpreta Jair Bolsonaro no filme Dark Horse, com comentários e críticas sobre a produção. Alguns comentários pedem que o artista deixe o elenco do longa, que está em fase de finalização, segundo anunciou Flávio Bolsonaro em pronunciamento recente.

O longa voltou aos holofotes nessa quarta-feira (13/5), após uma reportagem do Intercept Brasil revelar que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria destinado cerca de R$ 61 milhões para financiar o projeto.

Nas redes sociais, diversos usuários ironizaram a situação e questionaram a origem dos recursos usados na produção. "Esse é o filme gravado com dinheiro do Banco Master? Pergunta aí para o Flávio de onde veio a grana", escreveu um internauta. "Nunca perguntem para o Jim Caviezel de onde veio o cachê que ele recebeu pelo filme", comentou outro em tom de deboche.

Outros seguidores também demonstraram decepção com o envolvimento do ator no longa. "Nossa, eu adorava esse ator. O ruim não é fazer este papel, mas sim contar um monte de mentiras através deste personagem. Sei lá, não consigo mais admirá-lo", escreveu uma pessoa. "Enterrou a carreira", criticou outro comentário.

"Jim, deixe o elenco desse filme. Não suje suas mãos. Foi patrocinado com dinheiro de vidas de aposentados e pensionistas", pediu mais um.

Financiamento de Vorcaro

Segundo o Intercept Brasil, os recursos do filme sobre Bolsonaro teriam sido solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro a Vorcaro. A reportagem afirma que pelo menos R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações financeiras ligadas ao projeto. A negociação, contudo, previa um repasse de R$ 134 milhões ao todo.

Parte do dinheiro teria sido transferida pela Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro, segundo a publicação.

Diálogos divulgados pelo site mostram Flávio e Vorcaro discutindo o andamento da produção e preocupações com atrasos nos pagamentos. Em um dos áudios revelados, o senador menciona o risco de "dar calote" em nomes envolvidos no filme, como Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh.

"Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim", diz Flávio no material divulgado pelo Intercept.



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