Nos últimos dias, a influenciadora Karen Bachini virou o centro de uma intensa discussão nas redes após lançar um mail club de itens de papelaria, com o custo de R$ 150 mensais. A polêmica começou quando internautas apontaram indícios de que as artes teriam sido geradas por inteligência artificial (IA). O episódio, além de gerar debates sobre ética, chamou atenção sobre um negócio pouco conhecido pelo público.
Do que se trata?
O termo mail club, em tradução livre, significa clube de correspondência. Na prática, trata-se de um serviço de assinatura em que os clientes pagam um valor fixo e recorrente para receber produtos físicos em casa. A diferença desse modelo é o foco autoral, sendo muito utilizado por artistas independentes e ilustradores para monetizar o próprio trabalho de forma direta.
A dinâmica desses clubes é baseada na exclusividade e no fator surpresa. Os pacotes enviados costumam conter produtos que não são disponibilizados para venda avulsa, como cartelas de adesivos, pôsteres, marcadores de página e cartas.
O assinante, portanto, já conhece o estilo de quem produz, mas o conteúdo exato de cada mês é mantido em segredo até a entrega. O atrativo principal para quem compra não é apenas o item final, mas o ato de financiar o processo de um criador que admira.
Por que tanta polêmica?
Justamente por isso, o caso de Karen Bachini gerou tanta repercussão — já que o que sustenta um mail club é a valorização do esforço e confiança entre público e criador. Por conta disso, a suspeita de que o trabalho artístico cobrado a um preço premium foi, na verdade, terceirizado para ferramentas de IA quebra essa expectativa.
Após os comentários, a influenciadora chegou a compartilhar um vídeo no YouTube mostrando o processo criativo. No entanto, a publicação acabou gerando ainda mais comentários negativos de pessoas supostamente confirmando de que os desenhos não eram autorais.
Metrópoles