Manter o que é válido
Expressão que veio para ficar, a pecuária verde é o futuro mais promissor da atividade. Sua magia consiste em aumentar a produtividade em área mais reduzida. A perspectiva de coincidir com a recuperação de pastagens degradadas a torna um importante instrumento de redução rápida do desmatamento. Proteger a mata original, recuperar as áreas exploradas e produzir mais em menos espaço montam a fórmula de sucesso da pecuária verde.
A PV pode ter suas belas magias, mas não surge com passes de mágica. A receita para chegar à sua plena efetivação depende de ações de múltiplos atores, como se sabe desde janeiro de 2020, com a publicação das Diretrizes para o Desenvolvimento Sustentável da Agropecuária Brasileira.
Nelas, destacam-se os objetivos de garantir a inclusão dos pequenos, médios e agricultores familiares às cadeias de valor agregado, gerando renda e desenvolvimento econômico, além de "desenvolver cadeias produtivas da bioeconomia como forma de impulsionar uma economia de base renovável, através de produtos da sociobiodiversidade, bioinsumos, energias renováveis, entre outros". Como se pode notar pela data, essas diretrizes foram produzidas no governo Bolsonaro. Só mentalidades lunáticas tentariam desqualificar aquelas importantes recomendações. É preciso saber separar governo de política eleitoral, pois misturar os dois produz o freio que mantém o país no atraso.
Ingratidão do mito
A confirmação do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro ao pecuarista Bruno Scheidt a uma cadeira ao Senado em Rondônia é uma baita ingratidão com seus fiéis discípulos rondonienses, o governador Marcos Rocha, o senador Marcos Rogério (PL), todos citados como postulantes ao Senado pelo conservadorismo vigente. O mito com isto, rachando de vez o eleitorado bolsonarismo em torno de quatro candidaturas e facilitando a vida dos candidatos de centro e esquerda, no caso a campanha da reeleição do atual senador Confúcio Moura (MDB).
Disputa pelo poder
A criação da federação reunindo o União Brasil com os Progressistas-PP enseja uma disputa pelo poder, ou seja, do futuro diretório estadual da federação em Rondônia. Pelo lado do União Brasil são consultados a respeito o governador Marcos Rocha, o vice-governador Sergio Gonçalves, os deputados federais Mauricio Carvalho, Fernando Máximo e Cristiane Lopes, do lado do PP as principais lideranças são o ex-governador Ivo Cassol e a atual presidente estadual do PP, deputada federal Silvia Cristina. Nas convenções estaduais, a federação vai escolher seu candidato a governador e os dois candidatos ao Senado.
Em pé de guerra
Não demora para o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) e o atual prefeito de Porto Velho Leo Moraes (Podemos) entrar em pé de guerra. O tucano está chegando das férias irritado com Leo assumindo e inaugurando obras quase finalizadas pela administração anterior. E tem várias prontinhas para novas solenidades, como a maternidade municipal, obra também tocada pelo ex-prefeito tucano. A oposição insinua que é o velho caso de o papagaio comer milho e o periquito levar a fama, fazer cortesia com o chapéu alheio, etc.etc. A briga vai ser feia, pois Leo tem Hildão entalado na garganta por disputas, leia-se derrotas passadas.
Os entraves
Com o Cidadania já rompendo a federação com o PSDB e os tucanos enfrentando dificuldades para a criação de uma federação com o PSD, o futuro dos tucanos ainda é incerto para as eleições do ano que vem. Em Rondônia, a composição seria amigável, já que o ex-prefeito Hildon Chaves mantém relações amigáveis com o presidente do PSD, Expedito Junior, mais do que isto são parceiros há muito tempo no campo político. Os entraves ocorrem em alguns estados onde cada partido tem seu próprio candidato a governador e o desejo do PSDB lançar candidatura própria à presidência da República.
Via Direta
*** As donas de casa estão revoltadas agora também com o preço dos ovos de páscoa nos supermercados. Os primeiros carregamentos expostos chegaram com preços bem salgados em Porto Velho *** Com Acre e Rondônia já envolvidos com enchentes, o vizinho Amazonas segue a mesma toada. Cheias e secas históricas estão se sucedendo ano a ano na região amazônica *** Estamos na temporada do fenômeno das terras caídas. Muitos casos já ocorreram no Amazonas e Amapá, com o movimento das águas gerando desabamentos de morros, levando casas e plantações água abaixo*** Não tarda o fenômeno acontecer nos distritos de São Carlos, e Calama e Nazaré em Rondônia.
Carlos Sperança