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O ano internacional do Voluntariado para o desenvolvimento sustentável: quando a boa vontade move o mundo

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Em 2026, o mundo terá um motivo especial para celebrar: a ONU instituiu o Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável, um convite global para reconhecer, fortalecer e ampliar o impacto de milhões de pessoas que, todos os dias, dedicam parte de seu tempo para transformar realidades. É uma oportunidade rara — e muito necessária — de colocar em evidência aquilo que sustenta comunidades inteiras, mas que muitas vezes passa despercebido: a força da solidariedade organizada.

O voluntariado sempre foi uma engrenagem silenciosa, mas essencial, do desenvolvimento humano. Está presente na escola que recebe reforço escolar gratuito, na ONG que distribui alimentos, no grupo que planta árvores aos fins de semana, no mutirão que reconstrói casas após enchentes. Em cada gesto, há uma combinação poderosa de empatia, responsabilidade social e senso de pertencimento. E é justamente essa energia coletiva que a ONU quer destacar em 2026: o voluntariado como um dos pilares para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A escolha do tema não poderia ser mais oportuna. Vivemos um momento em que desafios ambientais, sociais e econômicos se entrelaçam de forma complexa. A desigualdade cresce, o clima muda, e as demandas por soluções inovadoras se multiplicam. Mas, ao mesmo tempo, cresce também a consciência de que ninguém resolve nada sozinho. O voluntariado surge como uma ponte entre o desejo de contribuir e a necessidade real de ação. Ele conecta pessoas comuns a causas extraordinárias.

Celebrar o Ano Internacional do Voluntariado significa reconhecer que o desenvolvimento sustentável não depende apenas de grandes acordos internacionais ou políticas públicas robustas — embora ambos sejam fundamentais. Ele também nasce do engajamento cotidiano, da mobilização local, da criatividade comunitária. Quando um voluntário ensina, planta, acolhe, organiza, orienta ou simplesmente escuta, ele está construindo sustentabilidade na prática: fortalece vínculos, amplia oportunidades e cria ambientes mais resilientes.

Além disso, 2026 será um ano para valorizar a diversidade do voluntariado. Há espaço para todos: jovens, idosos, profissionais especializados, pessoas que querem aprender, quem tem muito tempo disponível e quem só pode ajudar aos poucos. O voluntariado moderno é plural, flexível e cada vez mais conectado. Plataformas digitais aproximam causas e pessoas, ampliando o alcance das iniciativas e permitindo que cada um encontre seu jeito de contribuir.

Mas talvez o aspecto mais bonito dessa celebração seja o reconhecimento de que o voluntariado transforma não apenas quem recebe, mas também quem doa. Estudos mostram que pessoas engajadas em ações voluntárias desenvolvem mais empatia, ampliam sua visão de mundo, fortalecem habilidades socioemocionais e até melhoram sua saúde mental. É uma via de mão dupla: ao ajudar o outro, ajudamos a nós mesmos.

O Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável é, portanto, um convite. Um convite para olhar ao redor, identificar necessidades, aproximar-se de causas, participar de iniciativas, apoiar organizações e, acima de tudo, acreditar que pequenas ações podem gerar grandes mudanças. Em um mundo que tantas vezes parece dividido, o voluntariado nos lembra que ainda existe um enorme território comum: o desejo de construir um futuro melhor.

Que 2026 seja um ano de celebração, mobilização e esperança. Um ano em que a boa vontade ganhe manchetes, inspire políticas públicas, fortaleça instituições e, principalmente, motive mais pessoas a descobrir o poder transformador de doar tempo, talento e coração. Porque, no fim das contas, o desenvolvimento sustentável começa exatamente assim: com gente que se importa.

Roberto Ravagnani

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