O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (18) que espera atrair os Estados Unidos para parcerias na exploração de terras raras em território brasileiro.
Ao comentar a disputa entre Washington e Pequim, Lula disse que gostaria de ver o presidente americano, Donald Trump, "parar de brigar" com o líder chinês, Xi Jinping, e se associar ao Brasil.
"Estamos nos tempos das terras raras. A gente vai ter que contar com a inteligência e a ciência para a gente dar um salto de qualidade e ver se num curto espaço de tempo a gente faz o Trump parar de brigar com o Xi Jinping e venha se associar a nós para que a gente possa explorar aqui", afirmou Lula.
O chefe do Executivo também reforçou que a exploração dos minerais estratégicos deve ocorrer no Brasil e sob controle soberano do país.
"Aqui pode vir quem quiser, desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania. Os minerais críticos são nossos, as terras raras são nossas. Vamos explorar aqui dentro", defendeu.
A declaração foi feita durante a entrega de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, no CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), em Campinas, no interior de São Paulo.
Segundo o Palácio do Planalto, as novas linhas vão ampliar a capacidade brasileira de pesquisa em áreas estratégicas como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais.
O equipamento funciona como um "supermicroscópio" capaz de analisar estruturas em escala atômica e apoiar pesquisas avançadas em diferentes áreas. Entre 85% e 90% de seus componentes foram produzidos ou desenvolvidos no Brasil.
Também esteve presente no evento a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
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