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Fachin descarta intervenção dos EUA após decisão de Trump sobre PCC e CV

Presidente do STF afirmou que a soberania brasileira será preservada e disse que a Justiça está preparada


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Carlos Moura / STF

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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, afirmou nesta quarta-feira (8) que não acredita na possibilidade de uma intervenção dos Estados Unidos no Brasil após o presidente Donald Trump classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

Durante agenda em São Paulo, Fachin reforçou que o Brasil é um país soberano e afirmou que essa condição deve ser respeitada. "O Brasil é um Estado soberano e a soberania se exerce com firmeza e serenidade", declarou.

Ao comentar o combate ao crime organizado, o ministro destacou que a criação de três varas especializadas foi resultado de um planejamento de longo prazo, e não uma resposta imediata ao cenário atual. Ele lembrou ainda que o tema já vinha sendo tratado pelo Judiciário em ações relacionadas à segurança pública e aos crimes ambientais.

Fachin também afirmou que a Justiça Eleitoral está preparada para impedir a infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral. Segundo ele, o objetivo é garantir eleições livres de violência, intimidação, cooptação de eleitores e interferência do crime organizado.

De acordo com o ministro, o trabalho preventivo começou na gestão da ministra Cármen Lúcia no Tribunal Superior Eleitoral e continua sob a presidência do ministro Kássio Nunes Marques. "A Justiça Eleitoral está preparada para dar uma boa resposta", concluiu.


D24am


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