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USDA eleva produção e esmagamento mundial de soja

Estoques de abertura cresceram 1 milhão de toneladas, principalmente em função da revisão da safra 2024/25 no Brasil


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O relatório de oferta e demanda do USDA ( Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, sigla em inglês) divulgado nesta quinta-feira (09/04) fez ajustes na oferta, no processamento e nos estoques finais de soja para a safra 2025/26, com a produção mundial elevada de 427,18 milhões para 427,41 milhões de toneladas, com expansão das colheitas no Paraguai e na África do Sul.

A produção mundial de trigo também foi revisada para cima, passando de 842,12 milhões para 844,15 milhões de toneladas. Já o consumo global foi reduzido em 4,7 milhões de toneladas, totalizando 820,1 milhões, com destaque para a queda na utilização na Índia para alimentação, sementes e uso industrial. 

O USDA fez ajustes na oferta, no processamento e nos estoques finais de soja para a safra 2025/26. A oferta global foi revisada para cima, refletindo o aumento dos estoques iniciais e da produção. Os estoques de abertura cresceram 1 milhão de toneladas, principalmente em função da revisão da safra 2024/25 no Brasil.

A produção mundial de soja foi elevada de 427,18 milhões para 427,41 milhões de toneladas, com expansão das colheitas no Paraguai e na África do Sul, parcialmente compensada por uma redução na produção do Uruguai.

No consumo global, as exportações permanecissem praticamente estáveis, enquanto o esmagamento apresenta aumento e os estoques finais recuam. O crescimento das exportações de Brasil e Paraguai é, em grande parte, compensado pela redução dos embarques dos Estados Unidos e do Uruguai.

O esmagamento de soja foi ampliado nos Estados Unidos, no Brasil e na Argélia. Já os estoques finais globais foram reduzidos em 500 mil toneladas, totalizando 124,8 milhões de toneladas, com destaque para a queda nos estoques da Argentina, do Brasil e do Egito. 

Nos Estados Unidos, a produção foi mantida em 115,99 milhões de toneladas. As exportações, porém, foram revisadas para baixo, de 42,86 milhões para 41,91 milhões de toneladas.

No Brasil, a produção foi mantida em 180 milhões de toneladas. As exportações foram elevadas de 114 milhões para 115 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais recuaram levemente, de 37,91 milhões para 37,69 milhões de toneladas.

A projeção para as importações de soja da China foi mantida em 112 milhões de toneladas. 

No cenário global, o USDA projeta aumento da oferta, redução do consumo, leve retração do comércio e elevação dos estoques finais. A oferta total esperada é de 1,1 bilhão de toneladas, avanço de 1,5 milhão de toneladas em relação ao mês anterior, impulsionado principalmente pela maior produção na União Europeia e na Rússia.

A produção mundial foi revisada de 842,12 milhões para 844,15 milhões de toneladas. Já o consumo global foi reduzido em 4,7 milhões de toneladas, totalizando 820,1 milhões, com destaque para a queda na utilização na Índia para alimentação, sementes e uso industrial.

O USDA ajustou o comércio internacional de trigo para 221,9 milhões de toneladas, redução de 300 mil toneladas. A diminuição nas exportações de Ucrânia, Austrália e Brasil não foi totalmente compensada pelo aumento nos embarques da Rússia e do Cazaquistão.

O Departamento elevou os estoques finais globais em 6,2 milhões de toneladas, alcançando 283,1 milhões de toneladas, volume 9% superior ao do ano anterior. Índia, Ucrânia, União Europeia, Austrália e Bangladesh concentram a maior parte desse crescimento. 

O Brasil teve a estimativa de produção revisada de 8 milhões para 7,87 milhões de toneladas. As importações também foram reduzidas, de 7,1 milhões para 6,8 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais caíram de 3,14 milhões para 2,91 milhões de toneladas.

Na Argentina, principal exportador para o Brasil, a produção foi elevada de 27,8 milhões para 27,92 milhões de toneladas, com exportações mantidas em 19,5 milhões.

A União Europeia teve sua estimativa de produção ajustada de 144 milhões para 145,11 milhões de toneladas. Na Rússia, a produção passou de 89,5 milhões para 90,3 milhões de toneladas, com exportações revisadas de 43,5 milhões para 44,5 milhões.

As projeções de produção foram mantidas para outros países relevantes: Estados Unidos (54,01 milhões de toneladas), Austrália (36 milhões) e Ucrânia (24 milhões). 

Algodão

A safra 2025/26 de algodão teve ajustes na produção, no consumo e nos estoques finais no relatório deste mês.
A produção mundial foi revisada para cima em cerca de 195,9 mil toneladas, com aumentos de 65,3 mil toneladas cada na China, na Índia e no Paquistão, além de pequenas variações em outros países.

O consumo global da pluma também apresentou elevação, estimada em aproximadamente 121,9 mil toneladas. O avanço é atribuído pelo USDA ao maior uso pela indústria têxtil na China e na Índia, parcialmente compensado por reduções em Bangladesh e no Vietnã. 

No comércio internacional, as importações mundiais foram reduzidas em cerca de 34,8 mil fardos. As quedas registradas no Paquistão, Bangladesh e Vietnã superam os aumentos observados na China e na Índia, além de ajustes menores em outros países.

As exportações globais também recuaram, com redução de aproximadamente 41,3 mil toneladas, liderada pela diminuição nos embarques da Índia.

Os estoques finais globais de algodão para 2025/26 foram elevados em mais de 141,5 mil toneladas, com destaque para os aumentos na Índia e na China. A relação estoque/uso foi projetada em 64,7%, nível ligeiramente superior ao estimado no mês anterior. 

O relatório manteve inalterado o quadro de oferta e demanda de milho dos Estados Unidos para a safra 2025/26 em relação às projeções divulgadas em março, sinalizando um momento de estabilidade nas estimativas do órgão.

A estimativa para a produção global de milho avançou a 1,3 bilhão de toneladas. Com relação aos estoques finais, a revisão também foi positiva, com estimativas para 294 milhões de toneladas em abril.

A produção e estoques finais dos EUA se mantiveram inalterados em 432 milhões de toneladas e 54 milhões de toneladas, respectivamente.

A produção do Brasil se manteve em 132 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais obtêm um ajuste positivo de 6,2 milhões de toneladas em abril, frente a 5,9 milhões de toneladas registradas em março.  

As estimativas para a produção na Argentina se mantém em 52 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais diminuíram em 5 milhões de toneladas.

cnnbrasil


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