A morte da ex-miss mexicana Carolina Flores Gómez, de 27 anos, chocou o México e gerou uma onda de indignação nas redes sociais. O crime ocorreu no último dia 15 de abril em um apartamento no luxuoso bairro de Polanco, na Cidade do México, mas os detalhes sobre a autoria e a demora no acionamento das autoridades cercam o caso de controvérsias.
Carolina foi encontrada com múltiplas marcas de tiros, incluindo um ferimento fatal na cabeça. No momento do assassinato, o marido da vítima e a sogra, apontada pela imprensa como principal suspeita, eram os unicos no imovel.
Imagens de uma câmera de segurança instalada no apartamento registraram o momento do crime. No vídeo, que ainda aguarda perícia oficial para confirmação de autenticidade, uma mulher dispara contra a modelo. Logo após os tiros, o marido de Carolina desce as escadas com um bebê no colo e questiona: "Mãe, por que você fez isso? Ela é minha família". A mulher responde: "Eu sou a sua família. Ela te roubou de mim".
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Apesar das imagens e dos relatos, a Promotoria informou que trabalha para identificar formalmente a "pessoa indicada como provável responsável". Até o momento, as autoridades não confirmaram prisões oficiais relacionadas ao caso.
Um dos pontos mais críticos da investigação é o intervalo de tempo entre o crime e a denúncia. O assassinato ocorreu no dia 15, mas as autoridades só foram notificadas pelo marido da vítima no dia 16 de abril. O atraso gerou duras críticas de grupos feministas e veículos como o jornal El País, que aponta "dúvidas e controvérsias" na condução do processo.
Nas redes sociais, seguidores e admiradores da ex-miss cobram celeridade e transparência da Justiça mexicana. A Promotoria afirmou que está prestando apoio à família da vítima enquanto as perícias técnicas e os depoimentos seguem em andamento.
Correio 24h