Uma ocorrência grave de abandono de incapaz mobilizou a Polícia Militar no Residencial Porto Bello III, em Porto Velho, após denúncia de que várias crianças estariam sozinhas dentro de um apartamento.
De acordo com a guarnição, o chamado indicava que sete crianças, com idades entre 1 e 8 anos, haviam sido deixadas pela mãe durante a noite. No local, os policiais foram recebidos por algumas das crianças, que estavam atrás da grade do imóvel e confirmaram que a responsável não havia retornado desde o dia anterior.
Diante da situação e da ausência de acesso ao interior do apartamento, os policiais precisaram forçar a entrada. Já dentro do imóvel, foi constatado que havia cinco crianças com idades entre 4 e 7 anos além de um bebê de apenas 9 meses.
O ambiente encontrado pelos policiais era considerado insalubre: o local estava sujo, com presença de insetos, alimentos estragados, roupas espalhadas e partes do apartamento alagadas. Questionadas, as crianças relataram que haviam se alimentado apenas com pão amanhecido.
Ainda segundo a ocorrência, a menina mais velha contou que passou a noite cuidando do bebê, que chorava constantemente, e chegou a administrar três gotas de dipirona.
Durante o atendimento, a mãe das crianças, chegou ao local apresentando sinais de embriaguez, como odor etílico, fala alterada e comportamento agressivo. Segundo os policiais, ela reagiu com hostilidade e chegou a empurrar a própria filha, que estava com o bebê no colo.
A guarnição precisou intervir imediatamente para conter a mulher, que resistiu às ordens e tentou tumultuar a situação, chamando vizinhos e causando ainda mais desespero nas crianças. Foi necessário o uso de spray de pimenta para controlá-la, além de algemas, após tentativa de agressão.
O Conselho Tutelar foi acionado e acompanhou a ocorrência. As crianças ficaram sob responsabilidade de um familiar, enquanto a mãe recebeu voz de prisão e foi encaminhada à Central de Flagrantes.
Durante o atendimento, os policiais providenciaram alimentação para os menores e acionaram o SAMU devido à medicação administrada no bebê. Segundo avaliação médica, a quantidade não representava risco à saúde da criança.
O caso segue sob apuração e reforça o alerta para situações de negligência e abandono infantil na capital.
Portal SGC