Um caso de natimorto levou na madrugada desta quarta-feira (25/3), ao desespero um pai que ficou transtornado com a informação recebida, tendo ele uma ação de fúria contra a equipe médica, além de causar danos materiais no interior da maternidade municipal, em Ji-Paraná. Ao chegar para atender a ocorrência o homem já havia saído do local.
De acordo com relatos, ainda não oficiais, a parturiente era atendida por uma equipe médica, com os procedimentos ocorrendo com normalidade. Apesar dos esforços, o bebê foi retirado sem vida. Ao tomar conhecimento, o esposo ficou contrariado, bastante nervoso ao ponto de supostamente ter ameaçado a vida dos servidores envolvidos no referido procedimento.
"Ele apresentava total falta de controle emocional e todos nós ficamos com receio de uma atitude ainda mais violenta", teria relatado uma servidora. O pai, além das supostas ameaças, também praticou dano ao patrimônio público, quebrando um bebedouro, uma lixeira e avaria na porta blindex, principal via de acesso da referida unidade.
Aos policiais os servidores relataram todo o ocorrido, sendo preenchido um Boletim de Ocorrências e registrado na Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp). O caso, provavelmente, deverá ser encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher de Família (DEAM).
Dores
Sandra Maria, sogra da parturiente, relatou à imprensa, que a nora chegou à unidade de saúde próximo das 20h30, com fortes dores. Segundo ela, primeiro, um médico a encaminhou para a sala de observação. "Chamamos várias vezes às enfermeiras, e elas sempre dizendo que era normal porque estava no trabalho de parto. Se não fosse outra enfermeira que chegou, possivelmente, a minha nora também tinha morrido", afirmou.
Outro lado
Para a reportagem do SGC, o Secretário de Saúde Cristiano Ramos relatou que paciente optou por parto normal e ficando em observação com os batimentos cardíacos da criança, sendo conferido a cada duas, quando já na madrugada foi constatado que os batimentos foram diminuindo, logo, ela foi encaminhada para uma ultrassom, sendo certificado que já estava em óbito fetal.
Na sequência, a mulher foi levada para o centro cirúrgico e constatado o óbito fetal do bebê, causado por um nó no cordão umbilical. Ainda de acordo com Cristiano Ramos, no ano passado a maternidade local realizou 1.800 nascimentos com apenas dois óbitos, o que representa 0,11% de mortalidade. Ele também lembrou que a unidade atende outros 16 municípios da região central. Mesmo assim, um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) será aberto para averiguar o caso.

A porta de acesso da maternidade danificada (SGCTV)
J Nogueira/PortalSGC