Rondônia

Exame confirma morte de adolescente de 14 anos por meningite em Rondônia

Uma professora que manteve contato direto com ele está internada há aproximadamente uma semana


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A confirmação de que o adolescente Eduardo Nascimento, 14 anos, morreu por meningite bacteriana foi divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde de Cacoal (Semusa) nesta sexta-feira (15). O resultado do exame, solicitado antes do falecimento, chegou agora e comprovou a causa da morte.

O jovem foi internado inicialmente em uma unidade de saúde de Cacoal. Diante do agravamento do quadro, ele precisou ser transferido para um hospital em Ji-Paraná (RO), onde faleceu na última segunda-feira (11).

De acordo com a Semusa, a meningite que vitimou o adolescente é do tipo bacteriana, mas pertence a um grupo que não possui vacina disponível no calendário nacional do SUS. Isso significa que, para essa variante específica, não existe prevenção por imunização.

Segundo caso em monitoramento

Os órgãos de vigilância em saúde seguem acompanhando uma ocorrência suspeita relacionada ao jovem. Uma professora que manteve contato direto com ele está internada há aproximadamente uma semana no Hospital Regional de Cacoal (Heuro).

A secretaria informou que o diagnóstico dela ainda aguarda confirmação laboratorial, mas a relação epidemiológica entre os dois casos já foi estabelecida. O estado clínico da mulher é estável.

Entenda a doença

O sistema nervoso central é revestido por três membranas chamadas meninges. Quando ocorre um processo inflamatório nessa região, provocado por micro-organismos, reações alérgicas, medicamentos ou outras causas, a condição recebe o nome de meningite.

O Ministério da Saúde aponta que os agentes causadores podem ser bactérias, vírus, fungos ou parasitas. As formas bacteriana e viral são as que mais preocupam as autoridades de saúde, tanto pelo número de casos quanto pelo potencial de desencadear surtos.

A pasta também ressalta que as meningites bacterianas são mais comuns durante o outono e o inverno, enquanto as virais predominam na primavera e no verão. Homens são mais afetados do que mulheres.

Riscos e consequências

A meningite apresenta alta letalidade e pode deixar sequelas graves, como perda auditiva, paralisia e comprometimento neurológico. Crianças são as principais vítimas. Pacientes precisam ser acompanhados por profissionais de saúde por pelo menos seis meses após o episódio da doença.

A forma meningocócica da doença é causada pela bactéria Neisseria meningitidis, conhecida como meningococo, e pode atingir pessoas de qualquer idade. O pneumococo também é uma causa frequente de meningite bacteriana.

Vacinas disponíveis no SUS

O calendário nacional de vacinação oferece imunizantes contra alguns tipos de meningite. São eles:

  • Vacina meningocócica conjugada: protege contra o sorogrupo C da doença meningocócica
  • Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada): previne infecções graves pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo a meningite
  • Pentavalente: atua contra o Haemophilus influenzae sorotipo B (causador de meningite), além de difteria, tétano, coqueluche e hepatite B

Portal SGC


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