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Criança vítima de tiroteio em Ji-Paraná vence etapa difícil e volta para casa

Menina de três anos já está em casa e segue em recuperação sob cuidados da família; Polícia investiga troca de tiros


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Baleada no dia 18 de janeiro, em Ji-Paraná, uma criança de três anos recebeu alta hospitalar após passar por procedimentos cirúrgicos. A pequena já está em casa com a família e segue em observação e sob cuidados redobrados, segundo a mãe, Beatriz, que falou recentemente ao jornalista Fernando Pereira, do SGC - Sistema Gurgacz de Comunicação.

Durante entrevista, Beatriz relembrou o momento em que a filha foi atingida. "Tínhamos saído da casa da minha irmã e seguíamos para a casa da avó. Não sabia que era um tiroteio. De repente vi que minha filha tinha sido baleada. O meu pensamento na hora era salvar ela, a minha irmã e meu sobrinho de seis meses", relatou.

A criança foi ferida durante uma troca de tiros entre um empresário e dois indivíduos no cruzamento da Avenida Brasil com a Rua Cedro, em frente a uma garagem de veículos, no segundo distrito da cidade. Beatriz conduzia o carro que passava pelo local quando o veículo foi atingido pelos disparos. Dentro do automóvel estava a menina, que acabou sendo atingida por dois projéteis de arma de fogo.

"A intenção era levar ela para a UPA. No meio do caminho encontramos uma ambulância do Samu", contou a mãe.

Segundo o médico bucomaxilofacial Wagner Muller, responsável pelo atendimento inicial, a criança foi entubada na emergência pediátrica do Hospital Municipal e encaminhada ao centro cirúrgico. Durante o procedimento, um dos projéteis foi retirado e enviado para exames periciais.

Após os primeiros atendimentos em Ji-Paraná, a menina foi transferida para Cacoal, onde passou por uma nova cirurgia. "Cheguei a pensar que minha filha não sobreviveria. Foram momentos muito difíceis", desabafou Beatriz.

A criança segue em processo de recuperação após a segunda cirurgia e também após enfrentar uma infecção na região do maxilar. De acordo com a mãe, a menina ainda relata alguns fatos ocorridos no dia do tiroteio.

Insegura com a situação, Beatriz afirma que, apesar do medo, não pode permanecer em casa o tempo todo, pois precisa voltar ao trabalho. No momento, porém, dedica-se integralmente aos cuidados da filha, que necessita de atenção redobrada para não comprometer a recuperação.

Investigação

O empresário envolvido na troca de tiros em Ji-Paraná se apresentou à Polícia Civil, entregou uma arma calibre 9 mm e alegou legítima defesa. A perícia identificou dois tipos de munição no local (9 mm e .40). A posse legal da arma será verificada pela Polícia Federal. Ainda não se sabe quem disparou contra a criança; as investigações continuam com apoio da PM, aguardando os laudos periciais para esclarecimento completo.


Leandro Pereira



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