Jair Bolsonaro e Wilson Lima
Reprodução/Redes Sociais
O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), anunciou nesta sexta-feira, 4, que participará do ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
A manifestação está marcada para o próximo domingo, na Avenida Paulista, na capital paulista, e tem como objetivo pressionar autoridades por um perdão judicial aos participantes das invasões e depredações ocorridas nas sedes dos Três Poderes, em Brasília. Em publicação nas redes sociais, Wilson Lima declarou que comparecerá ao evento a convite de Bolsonaro e Tarcísio. A manifestação deste domingo deve reunir apoiadores do ex-presidente de diversas partes do país.
Publicação do Governador nas redes sociais (Reprodução/Redes Sociais)
A participação de Wilson Lima no ato ocorre pouco mais de um ano após o próprio governador repudiar publicamente as ações de 8 de janeiro. Na ocasião, ele se manifestou nas redes sociais criticando as invasões e pedindo respeito à democracia. "Repudio veementemente os atos antidemocráticos ocorridos em Brasília, neste domingo. É preciso respeitar a democracia. Não há espaço para violência. O momento é de união e paz para o Brasil avançar", escreveu Lima no dia dos ataques. Veja:
Publicação do Governador no dia dos ataques (Reprodução/Redes Sociais)
Além do governador do Amazonas, devem ir à manifestação, segundo o pastor Silas Malafaia, os governadores do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) e do Paraná, Ratinho Júnior (PSD).
O ato pode ter um caráter estratégico, pois pode facilitar a mobilização de parlamentares na Câmara dos Deputados para a coleta de assinaturas necessárias à tramitação da proposta de anistia no plenário. Enquanto isso, o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sob acusações de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
O caso está sendo analisado pela Primeira Turma do STF. A denúncia, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), foi aceita por unanimidade pelos magistrados.
Carol Veras - Portal SGC